1. SEES 27.2.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  O PAVOR DAS TIRANIAS
3. ENTREVISTA  KARL LAGERFELD  NA MODA, H QUE SER OPORTUNISTA
4. LYA LUFT  A BOA ESCOLA
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  MIASTENIA GRAVIS, A DOENA DA FRAQUEZA

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

A HISTORIA NA PELE
Os seres humanos so os nicos primatas  e dos poucos mamferos  a ter vrios tons de pele e o corpo liso, sem a grande quantidade de pelos comum em seus parentes evolutivos. "A enorme variedade de tons de pele era uma mesma espcie  incrvel. Entender como isso se desenvolveu desde nossos antepassados pode trazer muitas respostas para a nossa sade hoje em dia", diz Nina Jablonski, antroploga da Universidade Estadual da Pensilvnia, autora do livro Living Color  The Biological and Social Meaning of Skin Color (Cores Vivas  Os Significados
Biolgicos e Sociais da Cor da Pele, indito em portugus). VEJA.com conversou com Nina, em Boston, EUA, durante o Encontro Anual da Associao Americana para o Avano da Cincia. A entrevista completa est em www.veja.com.

LEITURA DIGITAL
A chegada da Amazon ao Brasil tem sido bem mais discreta do que muitos imaginavam  sobretudo no que se refere ao lanamento de seu leitor digital, o Kindle. Reportagem no site de VEJA mostra que a dificuldade da companhia americana em emplacar seu e-reader no pas se deve a inmeros fatores  a maioria deles independe da prpria Amazon.

EMPREGO NO FACEBOOK
Carolina Verdelho, recrutadora do Facebook na Amrica Latina, tem uma misso considerada fundamental para o crescimento da empresa na regio: encontrar os melhores profissionais do mercado para integrar times da companhia em trs pases  Argentina, Mxico e Brasil. Em entrevista ao site de VEJA, ela diz: "Queremos pessoas que no tenham medo de errar".

PLAYSTATION 4: PODEROSO E SOCIVEL
A Sony anunciou seu novo console: o Playstation 4. Desta vez, a empresa japonesa tenta adicionar um carter social a seu videogame, adotando recursos como compartilhamento de contedos e at de partidas via streaming. Reprter de VEJA.com esteve em Nova York para acompanhar o lanamento mais esperado dos ltimos seis anos no setor de games. Confira reportagem no site que destrincha as caractersticas do novo modelo, que chegar simultaneamente ao Brasil e aos Estados Unidos em dezembro.


2. CARTA AO LEITOR  O PAVOR DAS TIRANIAS
     Acusada em seu pas, uma ilha caribenha, dos crimes de comer banana, tomar cerveja com amigos e ir  praia, a cubana dissidente Yoani Snchez foi recebida na semana passada no Brasil por gangues hostis de esquerdistas teleguiados pela ditadura dos irmos Castro. Yoani, que s conseguiu sair de Cuba ao cabo de uma intensa presso diplomtica internacional, foi xingada, empurrada, agredida e impedida de falar livremente s plateias brasileiras.
     Uma reportagem desta edio explica por que os donos do poder em Cuba e seus seguidores no Brasil, alguns fazendo expediente no Palcio do Planalto, tremem de pavor diante de uma mocinha cuja nica arma so as palavras com as quais ela escreve em um blog na internet. Yoani provoca reaes defensivas de fria nos esquerdistas  que se manifestam sem restries nas democracias, justamente porque o comunismo perdeu  no porque defenda a economia de mercado ou porque esteja demolindo as supostas "conquistas" da revoluo cubana  ela  at bastante cordata a respeito. O pavor deles decorre do fato de
que Yoani  a evidncia de que o exerccio da liberdade individual rasga as entranhas mesmo do mais encorpado totalitarismo.
     O ingls Winston Churchill, o maior estadista do sculo XX, era capaz de divisar os sinais embrionrios indicativos de tiranias em formao. Ele descreveu a tragdia do nazismo em 1934, cinco anos antes de Hitler invadir a Polnia e deflagrar a II Guerra Mundial. Em 1946, no discurso mais famoso pelo uso da expresso "cortina de ferro", antecipou o potencial criminoso do totalitarismo sovitico. Nas duas formas de dominao totalitria, Churchill identificou uma mesma caracterstica: o pavor ao livre pensar. Disse ele: "Os ditadores recorrem s medidas mais drsticas para evitar que as pessoas pensem por si ss. Um camundongo, um ratinho de nada de pensamento provoca pnico nos mais poderosos potentados".
     Ainda que as esquerdas contemporneas  pois nunca conseguiram ser modernas  tenham mudado a pauta, e j no se encontrem mais comunistas de verdade nem nos cafs de Paris, elas conservam o gene totalitrio, o dio  democracia e  pluralidade. "Venho de um estado onde ter opinio  equivalente  traio", resumiu Yoani, quando a deixaram falar. Essa moa  mesmo um perigo.


3. ENTREVISTA  KARL LAGERFELD  NA MODA, H QUE SER OPORTUNISTA
Aos 79 anos, o estilista mais famoso do mundo no pensa em aposentadoria: desenha catorze colees por ano e diz que  tudo questo de se manter curioso e informado.
MARIO MENDES, DE PARIS

O alemo Karl Lagerfeld  da mesma gerao de Yves Saint Laurent. Mas, ao contrrio do gnio torturado, morto em 2008, ele no  festejado por ter promovido revolues como vestir as mulheres com roupas masculinas ou faz-las migrar dos trajes sob medida para o figurino prtico pronto para vestir. Sua expertise  outra: subverter a elegncia tradicional com toques atuais. Foi isso que o fez brilhar ao assumir como diretor criativo da Chanel, em 1982, quando a marca criada no incio do sculo passado, segundo ele, no era mais que uma "bela adormecida". Sob o domnio de Lagerfeld, o casaco do tailleur de mademoiselle passou a ser usado com jeans, as correntes foram parar na jaqueta de motoqueiro e a camlia apareceu espetada com alfinete em uma camiseta punk  e a Chanel acordou de um sono profundo para se tornar a marca mais desejada do mundo, e Lagerfeld, o estilista mais poderoso do planeta. O "Kaiser", como  conhecido, tambm desenha colees para a italiana Fendi h 47 anos e mantm sua prpria etiqueta. Ele no confirma, mas em setembro completa 80 anos, sem planos de aposentadoria. Anda ocupadssimo com projetos paralelos, assinando o visual de hotis, mveis, relgios e interiores de automveis. Em maro, lana sua primeira parceria com uma empresa brasileira, para a qual desenhou calados de plstico. Lagerfeld recebeu VEJA em seu Q.G. na Rue de Lille, em Paris. Falando em ritmo de metralhadora, em ingls perfeito salpicado de francs, ele se revelou um misto muito bem-humorado de estilista, pop star e vilo de desenho animado.

No filme Zoolander, de 2001, uma stira ao mundo da moda, o senhor foi retratado como um vilo internacional conspirando para controlar o mundo. Por que a moda  frequentemente vista como uma fora do mal? 
Porque existe a crena de que  uma profisso fcil demais, na qual as pessoas trabalham pouco e ganham muito. Na verdade, no me importo que se pense assim.  mais divertido parecer malvado do que angelical.

E qual  a importncia da moda? 
Sei que o que fao  importante porque todo mundo precisa vestir alguma coisa pela manh para sair de casa.

O senhor se considera o inventor do cargo de diretor criativo na moda, desde que foi contratado pela maison Chanel nos anos 80? 
Eu diria que estabeleci um padro de trabalho. A Chanel naquela poca era uma bela adormecida, e eu usei elementos conhecidos da marca, como o tailleur, o tweed e a camlia, para renovar e ao mesmo tempo preservar seu estilo. Estou na Chanel desde 1982 e desenho colees para a Fendi h 47 anos. Mas, como no gosto de aniversrios, esquea tudo isso.

Qual a frmula para se manter no topo por tanto tempo? 
 muito fcil trabalhar comigo. Tenho boas ideias, sei dirigir minha equipe, no crio problemas e coloco os interesses da empresa antes dos meus. Sou a pessoa certa para esse tipo de trabalho. Voc pode no acreditar, mas no tenho problemas de ego. Minha me me ensinou que, se voc  honesto consigo mesmo, sabe todas as respostas. Por isso, no tenho o desejo de ser o centro das atenes. Para mim,  natural estar em um palco.

Costuma-se dizer que foi a presso das companhias por resultados que teria provocado o colapso de John Galliano e o suicdio de Alexander McQueen. O que o senhor tem a dizer sobre isso? 
Eu suporto as presses. E no tenho pena das supostas vtimas da indstria, porque eles no estavam condenados a trabalhos forados. Eles aceitaram aqueles cargos. No sou contra quem gosta de noitadas ou de encher a cara. Mas, se voc quer fazer isso, no assuma uma responsabilidade desse porte. Uma corporao no est l para ajud-lo.  voc quem tem de colaborar com a companhia. Tom Ford trabalhou para Gucci e Yves Saint Laurent e nunca se lamentou nem sucumbiu. Ele foi demitido, o que  bem diferente.

O senhor nunca bebeu ou usou drogas?
lcool me d sono, cigarro nunca me atraiu e sempre gostei da mente clara como uma bola de cristal, sem as nuvens das drogas. Mas confesso que acho pessoas como eu, que no bebem nem fumam, muito aborrecidas. Portanto, se voc quiser acender um cigarro, esteja  vontade.

Em janeiro, uma semana depois das manifestaes contra o casamento igualitrio em Paris, o senhor encerrou o desfile Chanel com duas noivas de mos dadas, acompanhadas de um garotinho. Foi uma mensagem poltica? 
No, foi uma imagem bonita para me expressar sobre algo que considero ridculo. A Frana  um estado laico e, portanto, o nico casamento vlido perante a lei  o civil. Mas existem mulheres que vivem com outras mulheres e homens que vivem com outros homens, e alguns at adotam crianas e formam uma famlia. Mas, se um deles morre, o outro no tem direito a nada.  como se o estado estivesse punindo essas pessoas por fazerem aquilo que  condenado pela religio. Logo, no posso concordar com isso. E o garotinho que desfilou  meu afilhado

O senhor nunca quis ter filhos? 
No. Nunca me considerei apto para educar uma criana. Claro que tenho os meios para propiciar uma boa educao, porm sempre fui muito livre para ter essa responsabilidade. E no  verdade que eu deteste crianas. Gosto delas, elas me divertem, mas  sempre um conforto saber que os pais esto por perto para devolv-las quando elas se tornam aborrecidas.

O senhor criticou o penteado de Michelle Obama na segunda posse de seu marido. Por qu? 
No me entenda mal, eu adoro Michelle Obama, s no gostei daquela franjinha. No ficou bem. Assim como o presidente Obama, Michelle sabe muito bem tirar proveito dos fenmenos da nossa poca, como a moda. Por isso, ela procura estar alinhada com o que os estilistas e as marcas americanos esto produzindo. Na moda  assim,  preciso ser oportunista. Ou ento voc no est realmente na moda.

O que o senhor acha da presidente Dilma Rousseff? 
Pelas imagens que vejo, ela me parece uma pessoa muito otimista. Alm de ser bem mais charmosa que Angela Merkel.

O senhor faria uma roupa para ela? 
Sem dvida, se me pedissem. Mas no acho que mulheres da poltica devam ter uma aparncia muito ligada  moda, porque correm o risco de no ser levadas a srio. Tambm no podem estar mal arrumadas para no se tornarem motivo de riso. Nada pode ser muito exagerado, tudo deve ter caimento perfeito, a cor adequada e ainda fotografar bem.  um equilbrio delicado, difcil de ser conseguido.

Como o senhor v a moda que se faz no Brasil? 
No conheo nada de moda brasileira. Do Brasil, s conheo o design dos irmos Campana e os trabalhos das artistas plsticas Adriana Varejo e Beatriz Milhazes. Na verdade, fui ao Brasil uma nica vez, em 1963, para o casamento de um amigo com uma garota brasileira. Mas parece que faz cem anos, porque era outro sculo, outro planeta e, certamente, outro Brasil. E adoro a sonoridade do portugus que vocs falam, porque tem uma leveza que no existe no original europeu. Alis, um dos meus autores favoritos  portugus. Ea de Queiroz.

Moda  arte? 
No. Sou um arteso. No passado, os profissionais da alta-costura desejavam ser aceitos pela sociedade por seu trabalho. Hoje eles querem ser vistos como artistas. Acho muita pretenso. Coco Chanel nunca fez uma exposio de suas criaes, e madame (Madeleine) Vionnet sabia que seu ofcio era fazer vestidos. Outro dia um famoso designer, cujo nome no vem ao caso, me disse: "No mundo da minha arte...". No pude deixar de perguntar: "Como? Voc parou de fazer vestidos?".

Todos os anos fala-se que a alta-costura est morrendo. Por que ento marcas como Chanel e Dior continuam investindo nesse setor? 
Falar na morte da alta-costura  falta de informao. Ela tem se revelado um grande negcio em pases como China, Emirados rabes, ndia e Rssia. Em 2012, a Chanel teve um dos seus melhores desempenhos, e continua contratando pessoal para o ateli de alta-costura da Rue Cambon. Hoje so cerca de 200 costureiros trabalhando l. E no so, como se pode pensar, senhoras de meia-idade. So garotas e rapazes entre 20 e 30 anos.

O tapete vermelho das premiaes do showbiz  hoje a melhor vitrine da moda?
Sim e no.  excelente para o prt--porter e para a venda de perfumes e acessrios. Mas  ruim para a alta-costura, porque as clientes no querem saber de um vestido parecido com o que apareceu em um tapete vermelho. Trata-se de uma clientela muito esnobe.

De quais estilistas da nova gerao o senhor gosta? 
De vrios. Eu diria que estamos vivendo um perodo interessante na moda. Em Paris temos Riccardo Tisci, Nicolas Ghesquire. Olivier Theyskens, Raf Simons e Kris van Assche, que faz uma excelente moda masculina. Tambm gosto do escocs Christopher Kane e da dupla americana da Proenza Schouler.

Quando o senhor pretende escrever suas memrias? 
Nunca! E  por isso que continuo dando entrevistas. J recebi propostas e algumas pessoas at escreveram livros sobre mim, mas eu simplesmente no prestei ateno. Na verdade, como s eu sei qual  a verdade, acho muita graa de tudo isso. Fizeram dois documentrios comigo: Lagerfeld Confidential, de que eu no gosto, e Un Ri Seul (O Rei Solitrio), de que eu gosto,  exceo do ttulo. No sou rei nem estou solitrio.

Sexo e sensualidade so aspectos fundamentais do seu trabalho? 
Sexo  um jogo que deve ser praticado por pessoas jovens. Quando se chega a uma idade avanada,  preciso que a mente esteja direcionada para outros interesses. Acredito que quando envelhecemos temos de estar muito mais ligados na amizade e no afeto.  um outro tipo de amor, porque o amor fsico precisa de vitalidade, e no de poeira.

H cerca de dez anos o senhor perdeu 40 quilos graas a uma dieta que ficou famosa. Ela continua? 
Como apenas peixe e vegetais cozidos no vapor, abandonei a carne vermelha por ordens mdicas e h doze anos cortei o acar. Tambm controlo o sal, evito manteiga e farinha. No  nada fcil, mas tenho dois chefs trabalhando para mim que fazem maravilhas. Quem vai jantar na minha casa nem desconfia que est comendo um cardpio de dieta. Mas no fao exerccios. Alm de no ter tempo, fiz muito esporte na juventude, e toda atividade fsica praticada at os 18 ou 20 anos fica com voc para sempre. O corpo tem tima memria.

Por que o senhor s veste preto? 
Porque  mais fcil. Mas tambm uso outras cores, principalmente cor-de-rosa e, no vero, muito azul. O que eu evito  misturar cores, para no ficar parecendo uma arara. No tiro os culos porque sou mope e uso luvas da mesma forma que as pessoas usam sapatos, para no sujar as mos e porque  chique. O leque eu aposentei porque combinava mais quando eu estava gordo.

Em suas festas e desfiles so famosos os shows ao vivo de artistas como Florence and the Machine e Azealia Banks. Como o senhor faz para estar sempre to atualizado?
Muito simples, basta ser curioso e se manter informado. No dia em que voc achar que j sabe e j viu tudo, essa conexo desaparece. Leio vrios jornais e revistas, mas vejo pouco televiso. E absolutamente no tenho tempo de ficar na frente do computador. No entendo como as pessoas podem perder tanto tempo. Meu Google sou eu mesmo.

As roupas prontas para vestir do prt--porter foram a maior revoluo da moda que o senhor presenciou? 
Eu presenciei muitas mudanas. A mais recente foi a compra de vrias marcas famosas e tradicionais por grandes corporaes. Mas, sem dvida, o prt--porter mudou as regras a partir dos anos 60. E no foi algo que aconteceu do dia para a noite, como se imagina. Levou anos para que as pequenas butiques dessem lugar s confeces. Mas no gosto de falar do passado. Alis, nem me lembro de como era a vida antes do iPhone. Voc se lembra do Walkman?

Sim, eu me lembro. 
Eu no.


4. LYA LUFT  A BOA ESCOLA
     Meu brilhante colega Gustavo Ioschpe, uma das mais lcidas vozes no que diz respeito  educao, escreveu sobre o que  um bom professor. Eu j comeava este artigo sobre o que acho que deva ser uma boa escola, ento aqui vai.
     Primeiro, a escola tem de existir. No Brasil h incrivelmente poucas escolas em relao  necessidade real. Tm de existir escolas para todas as crianas, em todas as comunidades, as mais remotas, com qualidades bsicas: no ultrapassar o nmero de alunos bem acomodados, e que eles no tenham de se locomover para muito longe; instalaes dignas, que vo das mesas s paredes, telhado, ptio para diverso e recreio, lugar para exerccio fsico e esportes; instalaes sanitrias decentes, cozinha para alimentar os que no comem suficientemente em casa; algum com experincia mdica ou de enfermagem para atender os que precisarem. Em cada sala de aula, naturalmente, uma boa prateleira com livros sem dvida doados pelos governos federal, estadual, municipal. E que ali se ensine bem o essencial: aritmtica, bom uso da linguagem, noes de histria e geografia para que saibam quem so e onde no mundo se situam. Falei at aqui apenas de ensino elementar em escolas menos privilegiadas economicamente. Em comunidades mais resolvidas nesse sentido, tudo isso no ser apenas bom, mas excelente, desde a parte material at professores muito bem preparados que sejam bem exigidos e bem pagos.
     No chamado 2 grau, alm de livros, quem sabe computadores, mas  ainda que escandalizando alguns  creio que esses objetos maravilhosos, que eu mesma uso constantemente, no substituem um bom professor. E que, nesse degrau da vida, todos sejam preparados para a universidade, desde que queiram e possam. Pois nem todos querem uma carreira universitria, nem todos tm capacidade para isso: para eles, excelentes escolas tcnicas, depois das quais podem ter mais ganho financeiro do que a maioria dos profissionais liberais. Professores com mestrado e se possvel doutorado, diretores que conheam administrao, psiclogos que conheam psicologia, todos com saber e postura que os alunos respeitem a fim de que possam aprender.
     Finalmente a universidade, que enganosamente se julga ser o nico destino digno de todo mundo (j mencionei acima os cursos tcnicos cada dia melhores e mais especializados). Universidade precisa existir, mas no na abundncia das escolas elementares.  incompreensvel e desastrosa a multiplicao de faculdades de medicina, por exemplo, cujas falhas tero efeitos dramticos sobre vidas humanas. Temos pelo pas muitas onde alunos no estudam anatomia, pois no h biotrio, no tm aulas prticas, pois no h hospital-escola. Essa  uma realidade assustadora, mas bastante comum, que, parece, se tenta corrigir. Dessas pseudofaculdades sairo alunos reprovados nas essenciais provas do CRM, mas que eventualmente vo trabalhar sem condio de atender pacientes. Faculdades de direito pululam pelo pas, sem professores habilitados, sem boas bibliotecas, formando advogados que nem escrever razoavelmente conseguem, alm de desconhecer as leis  e reprovados aos magotes nas importantssimas provas da OAB. Coisa semelhante aconteceria com faculdades de engenharia mal preparadas, se existirem, de onde precisam sair profissionais que garantam segurana em obras diversas, de edifcios, casas, estradas, pontes. Vejam que aqui comentei apenas alguns dos inmeros cursos existentes, muitos com excelente nvel, mas no se ignorem os que no tm condies de funcionar, e mesmo assim... existem. Em todas essas fases, segundo cada nvel, incluam-se professores bem preparados, muito dedicados, e decentemente pagos  professor no  sacerdote nem faquir. 
     O que aqui escrevo  mero, simples, bom-senso. Todos tm direito de receber a educao que os coloque no mundo sabendo ler, escrever, pensar, calcular, tendo ideia do que so e onde se encontram, e podendo aspirar a crescer mais. Isso  dever de todos os governos. E  nosso dever esperar isso deles.


5. LEITOR
RENNCIA DO PAPA BENTO XVI
Admirvel a reportagem especial "Como um raio divino" (20 de fevereiro). VEJA apresentou fatos e interpretaes muito lcidas e judiciosas.  isso que se espera de um veculo de informao da mais alta credibilidade. Com a renncia ao pontificado, o papa Bento XVI despiu-se efetivamente de toda e qualquer vaidade. Um belo exemplo cristo.
ADO de SOUSA RIBEIRO
Teresina, PI

Nossos votos so de que o novo pontfice guie a Igreja com sabedoria.
MARCELO MARDEN LIMA DE OLIVEIRA
Fortaleza, CE

A Igreja est sendo carcomida viva debaixo dos olhos complacentes e coniventes de clrigos no s fisicamente mas moralmente decrpitos. Precisa  literalmente
 de sangue novo, jovem e lcido para comand-la.
TISA KASTRUP
Curitiba, PR

Ao renunciar, o papa Bento XVI demonstrou humildade caracterstica do cristianismo autntico.
ASSIS RODRIGUES dA SILVA
Bom Jardim, PE

Causa indignao a onda de ataque orquestrada contra o pontfice. Joseph Ratzinger, por ser humilde, ser exaltado e seus inimigos sero humilhados.
FBIO BOTTO
Biella, Piemonte, Itlia

Diante de tanta especulao sobre a renncia de Bento XVI, VEJA nos presenteia com uma belssima e respeitosa reportagem em que expe de maneira clara a importncia do ato de extrema coragem e humildade desse grande papa.
MARIA CECLIA OSRIO MENDONA
Recife, PE

 impressionante como vocs conseguem enxergar e escrever, com absoluta preciso, aquilo que o leitor, que o cidado, que o trabalhador, que o "pai de famlia" esto vidos por ler. Diante da capa dessa ltima edio ("Renncia  O sacrifcio de Bento XVI para salvar a Igreja"), no me contive com a sutileza e a acuidade do dilema: "Se um papa pode renunciar, por que um casal no pode se divorciar?"  revelando, assim, a fraqueza, a inconsistncia e a incoerncia de uma posio assumida pela Igreja, baseada em interpretaes bblicas. De alguns anos para c, mesmo no aceitando o divrcio, algumas dioceses acabam contrariando essa regra e admitindo a participao ativa nas parquias de casais de segunda unio. Parabns. VEJA!
VITORIO TRENTI
So Paulo, SP

Ao renunciar, o papa no est abandonando uma famlia ou seu povo, pois ele sabe que outro ficar em seu lugar e continuar seu trabalho. Quando um casal se divorcia, ambos esto abandonando a famlia que um dia almejaram construir juntos.
JOS ROBERTO BELMONTE PINTO
Campo Grande, MS

A reportagem de VEJA, ao citar escndalos de pedofilia, briga de poder e corrupo na Igreja Catlica, nos mostra que as igrejas so feitas de homens, e portanto so todas falveis.
ALEXANDRA ALVES
Fortaleza, CE

REINALDO AZEVEDO
O artigo "Bento XVI contra a cultura da morte" (20 de fevereiro), de Reinaldo Azevedo, tocou em pontos importantes, especialmente ao enfatizar que o papa no disse boa parte do que lhe atriburam e falou bem mais do que muitos perceberam.
WALDEMAR SARARA
So Paulo, SP

DOSSI CONTRA YOANI SNCHEZ
Sou testemunha desse conluio vergonhoso do PT para desqualificar a blogueira cubana Yoani Snchez no Brasil ("O dossi da vergonha", 20 de fevereiro). Quando ela desembarcou no Recife, desocupados petistas disfarados de pessoas comuns a vaiaram e xingaram. Isso no me espanta, pois faz muito tempo que o Nordeste  quintal dessa corja que rouba e mente h dcadas.
ENILDO DO NASCIMENTO
Recife, PE

Parabns a VEJA por denunciar esses desmandos.
MARINALDO SANTANA NASCIMENTO
Salvador, BA

Por que esses que protestam no vo morar em Cuba se gostam tanto de socialismo?
SLVIA REGINA CASTILHO GONALVES
So Bernardo do Campo, SP

A admirao de parte da ''companheirada" do PT por ditaduras e ditadores  notria. Mas no se esperava ver Gilberto Carvalho mandar um estafeta a uma representao diplomtica para tratar do planejamento e execuo de ilegalidades
no territrio nacional.
RICARDO FABRIS DE ABREU
Caxias do Sul, RS

Para os petistas envolvidos, tem servicinho mais importante: vo catar lixo das praias para que Yoani possa delas desfrutar.
MARLY RIBEIRO DE ANDRADE DACZKOWSKI
Goinia, GO

Nem os milhares de artigos de Yoani sobre a resistncia civil  ditadura cubana exemplificaram to duramente o que  viver em Cuba como o fez a srdida agresso sofrida por ela pela claque paga pela ditadura cubana. Senhor embaixador de Cuba, obrigado por mostrar ao vivo e em cores a abjeta realidade cubana.
FERNANDO DE PINA FIGUEIREDO
Campinas, SP

GERALDO ALCKMIN
Brilhante entrevista com o governador de So Paulo, Geraldo Alckmin ("Prefiro ser criticado a me omitir, 20 de fevereiro). Mais uma vez ele demonstra a coragem e a lucidez ao abordar o problema dos "menores" infratores. Quem j pode trabalhar e votar pode tambm pagar por seus crimes.
NZIA MARIA F. LOCKS
Florianpolis, SC

Gostei de encontrar ideias e propostas concretas para a segurana e avaliaes sensatas do momento poltico nacional. Alckmin mostra que  algum raro na poltica brasileira: tem carter e ideias. A entrevista tambm revela uma caracterstica que nem sempre  notada: a vontade firme do homem do interior que veio para vencer.  o melhor nome para a Presidncia do Brasil.
BRENO HAX JNIOR
Santa Brbara, Califrnia, Estados Unidos

Magnfica entrevista com o governador Geraldo Alckmin. Suas aes so um exemplo para todos os governadores pela obstinao, coragem, competncia e determinao.
MARCOS TITO
Ex-deputado federal Belo Horizonte, MG

Excelente entrevista. Quem lida com o dia a dia dos usurios de crack e com o sofrimento intenso dos dependentes e familiares sabe que muitas vezes a internao adequada e responsvel  a nica soluo.
EUSTZIO ALVES PEREIRA FILHO
Vice-prefeito de Santos (SP)

A entrevista do governador de So Paulo, Geraldo Alckmin, mostra como um administrador de respeito, de excelente ndole e carter deve se portar em relao  sociedade,  administrao pblica e ao cumprimento do seu dever de governante eleito e reeleito pelo voto direto popular.
ARNALDO ABRO RISEMBERG
Niteri, RJ

Embora sem surpresa, foi com muito prazer que li a entrevista do governador Geraldo Alckmin. Digo sem surpresa porque, desde que o acompanho na poltica, Alckmin d demonstraes de competncia, capacidade, ousadia e lisura. No tenho dvida de que se trata de um estadista. No pouparei esforos e trabalho voluntrio para v-lo presidente um dia.
DANIELA BEGHETTO
So Paulo, SP

Parabns a Geraldo Alckmin tambm pelas medidas que pretende apresentar no Senado por uma legislao mais efetiva contra o crime organizado. A populao, vtima da violncia e das leis omissas, agradece e espera que o governador siga em frente.
MARIA CECLIA NACLRIO HOMEM
So Paulo, SP

J.R. GUZZO
Sobre o artigo "Dia do elefante" (20 de fevereiro), assinado pelo colunista J.R. Guzzo, registro minha profunda indignao. Numa abordagem rasa e desrespeitosa, o texto conceitua o direito dos animais como uma "questo enjoadssima". O autor parece desconsiderar o conceito da sencincia, que se aplica aos seres vivos. A sencincia  a capacidade emocional dos animais.  a percepo de sentimentos como agonia, dor, medo, alegria e stress. Os animais devem ser respeitados.
RICARDO TRIPOLI
Deputado federal e vice-lder do PSDB na Cmara dos Deputados
Braslia, DF

J.R. Guzzo ironizou os avanos obtidos pelos defensores dos animais, mas seu texto me deixou feliz em um ponto: mostrou quanto conseguimos evoluir. Estamos ingressando em um novo estgio da civilizao, em que, alm dos direitos humanos, conseguimos enxergar os seres vivos de uma maneira mais plena, e reconhecemos que os animais tm direitos. Essa mudana de mentalidade far do mundo um lugar mais decente e mais tico.
SNIA FONSECA
Presidente do Frum Nacional de Proteo e Defesa Animal 
So Paulo, SP

CARNE DE CAVALO
Interessante a reportagem "Bife a cavalo" (20 de fevereiro). A ganncia humana no tem limites.
KEVIN MARCEL
So Paulo, SP

Meu pai  italiano e sempre comeu carne de cavalo. Os italianos a compram em aougues especializados e dizem que a carne de cavalo  boa para quem se sente fraco. Mas, como diz a reportagem "Bife a cavalo'', o problema maior  a pessoa no saber o que est consumindo realmente. Hoje  carne de cavalo em vez de boi. Amanh...  uma verdadeira "eurozona".
SABRINA MARUCCI SARTINI
So Paulo, SP

MINISTRIO DO TRABALHO
H um dficit de mais de 1200 auditores para fiscalizar as empresas no pas, e o Ministrio do Planejamento autorizou concurso para somente 100 (cem) vagas ("Inferno astral" e "Zero  esquerda". Radar, 20 de fevereiro).
ROSNGELA RASSY
Presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho
Por e-mail

LUIZ ESTEVO
Sobre a nota "Amarrado aos cofres pblicos" (Radar, 20 de fevereiro), esclareo que o Grupo OK possui 3653 imveis alugados, dos quais menos de 1% a rgos pblicos.
LUIZ ESTEVO
Braslia, DF

HENRIQUE ALVES
Henrique Eduardo Alves no tem nenhum conhecimento da pessoa citada na nota "Uma nomeao... com digital" (Radar, 20 de fevereiro).
SANDRA INCIO
Assessora da presidncia da Cmara dos Deputados
Braslia, DF

MENDES RIBEIRO FILHO
O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, recebeu alta do tratamento radioterpico e despacha normalmente no ministrio, em Braslia, h vrias semanas ("Um ministro sob cuidados". Holofote, 20 de fevereiro).
DENISE DE QUADROS
Coordenadora de imprensa Assessoria de comunicao social Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento
Braslia, DF

JOSEPH RATZINGER CONTINUAR CARDEAL?
Na edio passada (20 de fevereiro), duas reportagens que integravam a cobertura de VEJA sobre a renncia do papa trouxeram informaes discrepantes sobre se Bento XVI continuar ou no cardeal depois de abdicar do Trono de Pedro. Nomeado cardeal em 1977, por Paulo VI, Joseph Ratzinger s no conservar a dignidade cardinalcia se renunciara ela. Ao deixar de ser papa, ele perder o ttulo de "Bispo de Roma". Como, por tradio, cardeais tm uma sede territorial, e neste momento no h nenhuma que esteja vaga, discute-se a hiptese de Ratzinger se tornar "cardeal presbtero" - ou seja, sua sede seria uma das igrejas de Roma, e no uma cidade. De acordo com o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, o ex-papa Bento XVI tambm poder ser honrado com o ttulo de "Bispo Emrito de Roma".

Correo: na Conversa com a biloga Ierec Rosa (20 de fevereiro), a informao correta  que religies afro-brasileiras, como o candombl, usam cavalos-marinhos em seus rimais.

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6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

COLUNA
AUGUSTO NUNES
AS PATRULHAS
Patrulhas movidas a tubana, mortadela e 10 reais mostraram, no primeiro dia da visita de Yoani Snchez, como funciona o "controle social da mdia".
www.veja.com/augustonunes 

DE NOVA YORK
CAIO BLINDER
DITADURAS
O Ira dos aiatols e a Coreia do Norte da monarquia comunista no so pases unidos por coisas boas. Ambos so marcados pelo culto  personalidade de seus lderes e so pases repressivos.
www.veja.com/denovayork 

ESPELHO MEU
LCIA MANDEL
TATUAGENS
Algumas pessoas tatuadas adoram os desenhos que fizeram na pele, outras se arrependem muito. Saiba como conservar ou como apagar uma tatuagem para sempre.
www.veja.com/espelhomeu 

NOVATEMPORADA
FERNANDA FURQUIM
BROADWAY
Famosa como Sue Sylvester na srie Glee, a atriz Jane Lynch far sua estreia na Broadway com o musical Amue. Situada na dcada de 30, a histria acompanha a trajetria de Annie, uma menina que foge do orfanato em busca de seus pais biolgicos.
www.yeja.com/temporad

TODO PROSA
MUITO PRAZER, POESIA DE LOMBADA
Spine poetry, ou poesia de lombada,  a arte  pelo menos no sentido travesso da palavra  de empilhar livros de tal forma que os ttulos formem um todo inteligvel. Com sorte, um poema. Mas cuidado, biblifilos, a coisa vicia. Vocs nunca mais vo olhar para suas estantes do mesmo jeito. Para mim, o que mais chama ateno na brincadeira  o fato de ser exclusiva do mundo fsico. Olhem a, coveiros do livro de papel: quero ver fazerem isso no Kindle!
www.veja.com/todoprosa

SOBRE IMAGENS
NAIR BENEDICTO
Vi Ver, da fotgrafa Nair Benedicto,  um desses livros que de to bons j deveriam ter sido publicados h pelo menos uma dcada. O trabalho mostra um panorama da trajetria de  Nair, que sempre tratou com delicadeza os temas mais duros da sociedade brasileira. No blog Sobre Imagens, fotos da Amaznia nos anos 80. www.veja.com/sobreimagens.

REINALDO AZEVEDO
ORGANIZEM-SE, CATARINENSES
Santa Catarina , em muitos aspectos, um estado admirvel. Que as vrias entidades que representam a sociedade civil catarinense se organizem para coibir o consumo de drogas ilcitas: que no permitam a emergncia de uma "cultura da droga", que tenta se colar  indstria do turismo. As pessoas de bem de Santa Catarina  sim, eu acredito em "pessoas de bem" e no acho esse termo nem careta nem reacionrio  tm de se organizar para tomar de volta o que lhes roubaram: a tranquilidade. No foi o progresso que lhes tomou a paz, mas a impunidade.

7. EINSTEIN SADE  MIASTENIA GRAVIS, A DOENA DA FRAQUEZA
Doena autoimune cujo principal sintoma  a fraqueza dos msculos  rara e tem diagnstico difcil, dificuldade  para mastigar e engolir, viso dupla e plpebras cadas. Essas condies to diversas podem ser sinais de uma doena chamada miastenia gravis. Ela surge em consequncia de uma resposta incorreta do sistema imunolgico, que ataca o prprio corpo, causando interrupo da comunicao entre nervos e msculos.
     A fraqueza pode acometer todo o corpo, quando  chamada de generalizada - ocorre em 80% dos casos -, ou afetar somente os msculos oculares. Em geral, a miastenia gravis tem dois picos de incidncia; a primeira entre os 20 e 30 anos, quando  mais comum em mulheres na proporo de 3 para 1; e depois aos 50 anos, quando passa a ser prevalente de forma semelhante em ambos os sexos.
     Como os sintomas no aparecem em conjunto, os primeiros indcios do surgimento da doena podem  passar despercebidos durante anos, at o agravamento do quadro. O diagnstico  complexo, j que os sintomas podem se manifestar de forma descontinuada. No entanto, uma caracterstica importante merece ateno: a fraqueza com fadiga aps uma atividade mais intensa e melhora do quadro aps o repouso.
     A identificao da doena baseia-se em critrios clnicos, ou seja, relatos de perodos de fraqueza, resposta positiva aos medicamentos especficos e testes laboratoriais que evidenciam a presena de anticorpos responsveis por essa condio. Os mdicos podem realizar ainda o exame de eletroneuromiografia, quando a juno neuromuscular  avaliada.
     Apesar de raramente fatal, a miastenia gravis pode levar a complicaes graves como a insuficincia respiratria, j que a fraqueza pode atingir tambm o diafragma, msculo fundamental no processo de inspirao e expirao. Alm disso, segundo dados do Ministrio da Sade, 70% dos pacientes apresentam um aumento do timo, rgo localizado prximo ao corao e aos pulmes, ligado ao sistema imunolgico, e aproximadamente 10% dos pacientes podem ter timoma, um tumor incomum ligado a esse rgo.
     Com o objetivo de estabilizar possveis crises, reduzir a progresso da doena e melhorar a fora muscular, imunossupressores e/ou corticosteroides podem ser utilizados. Alm disso, medicamentos com ao anti-colinestersica, que agem nos receptores neuromusculares, podem levar  melhora da forca. Nos casos em que ocorre aumento do timo ou suspeita de tumor nesse rgo, a cirurgia para retirada da glndula (timectomia)  uma potencial indicao.
     Apesar de ainda no haver cura para a miastenia gravis, importantes centros de pesquisa tm obtido bons resultados na utilizao da terapia gentica na supresso da resposta imunolgica incorreta que desencadeia a doena.

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